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Mais um flagrante revela o pesadelo dos macacos em testes biomédicos

Uma liga formada pela BUAV e pela Soko-Tierschutz, divulgou uma investigação secreta realizada no principal instituto de pesquisas da União Europeia, o Instituto Max Planck de Biologia Cibernética (MPI, na sigla em inglês), localizado na Alemanha.

O pesadelo dos testes biomédicos


A investigação mostra uma realidade muito distante da propaganda altamente enganosa promovida pelo instituto, e revela a realidade chocante e perturbadora sobre o que acontece com os macacos por trás de paredes e portas seladas.
O flagrante revela a forma chocante pela qual as vidas dos primatas são controladas e manipuladas por pesquisadores, causando sofrimento severo. Trata-se de uma visão absolutamente perturbadora do uso de primatas por pesquisadores da indústria biomédica.
Todos os macacos que você conhecerá a partir de agora, compartilharam os horrores de vida e morte, dentro do MPI.
Alguns dos macacos rhesus foram abusados durante anos, e por isso ganharam um nome, além de um número identificador. Já os macacos de cauda longa, confinados durante semanas ou meses no instituto antes de serem mortos, permanecem apenas com números identificadores.
Esses macacos jamais conheceram a liberdade, nem puderam desfrutar de seu habitat natural. Ao invés disso, tiveram que suportar um pesadelo vivo e real, para o qual a única escapatória, é a morte.

Lumpi

LUMP

Lumpi era um dos sobreviventes mais antigos do MPI, tendo passado 7 anos em confinamento no instituto. Comprado com apenas 3 anos de idade, ele era originalmente confinado em um grupo, mas na época da investigação ele estava em confinamento solitário, completamente privado de interação social. Em uma tentativa de lidar com o extremo stress provocado pelo isolamento, ele demonstrava comportamentos estereotipados de neurose, incluindo andar em círculos na sua gaiola.

Na época da investigação, Lumpi havia recebido um pino cirurgicamente implantado no seu crânio, e estava sendo usado para sessões de “treinamento”. Ele era mantido em uma sala escura, imobilizado pela cabeça através desse pino, de modo que ficasse sempre com os olhos voltados para uma tela. Suas mãos eram a única parte do corpo que ele podia mover, mas apenas para acionar uma alavanca em resposta ao reconhecimento de padrões mostrados na tela à sua frente. Em troca, ele ganhava algumas gotas de suco.

Lumpi era privado de água por longos períodos durante os “treinamentos”, para que a sua sede o mantivesse “motivado” a realizar as tarefas. As sessões duravam até 5 horas por dia, 5 dias por semana.

Stella
STELLA


Stella nasceu em 2008 em um centro de reprodução de primatas na Áustria, tendo sido transferida para a França antes de ser vendida para o MPI em 2011.

Ela teve uma enorme câmara implantada na sua cabeça, gerando uma infecção. Em outubro de 2013 ela teve uma paralisia em um dos lados do corpo, passando a ter dificuldades para se mover.

Sua condição se deteriorou e ela passava a maior parte do tempo prostrada em um canto da gaiola, indisposta, ou incapaz de se movimentar.

Em 9 de outubro de 2013 ela foi usada em um último experimento, durante o qual foi eutanasiada. Para a Stella, a única escapatória para a sua dor e sofrimento, foi a morte.

Boateng 
Boateng

Boateng, um macaco rhesus, está no MPI desde janeiro de 2012. Na época da investigação ele era submetido a contenção física para se “aclimatar” à “cadeira dos primatas”. Ele tinha que suportar um protocolo brutal envolvendo privação severa de água (às vezes, dias). O treinamento perturbador incluía sedá-lo e deixar com que recobrasse os sentidos preso em um cilindro, um dispositivo cruel projetado para acostumar os macacos a serem mantidos nas “cadeiras dos primatas”. Com a sua cabeça cruelmente presa em uma braçadeira pelo pescoço, Boateng acordava apenas para se deparar preso em um tubo, do qual tentava desesperadamente se livrar, sem sucesso.

CM28
CM28

Este é o CM28, um macaco de cauda longa. Ele nasceu em junho de 2008, em uma das maiores fazendas de macacos de Maurício. Foi arrancado da sua mãe com apenas 1 ano, e com 2 anos de idade foi exportado para a França com a finalidade de ser usado em pesquisas. Após quase 2 anos em uma instalação de distribuição na França, ele chegou ao seu destino final, o MPI. Três meses depois, estava morto.

No curto período que passou no MPI, ele experimentou sofrimento inimaginável. Teve uma câmara cirurgicamente implantada no crânio um mês após a sua chegada, a qual resultou em ferimentos hemorrágicos na cabeça. Nove dias depois, a ferida infeccionou. Claramente agitado pelo objeto estranho implantado na sua cabeça, ele costumava tocar o local da incisão, demonstrando enorme desconforto. Após ter sido usado em um último experimento, foi morto em de dezembro de 2013, com apenas 5 anos de idade.

CM26

CM26

Outro macaco de cauda longa e com destino similar. Nascido em Maurício em junho de 2008 e separado da sua mãe com menos de 1 ano, ele chegou no MPI em setembro de 2013. Ele sofreu durante 1 mês, tendo passado inclusive por uma parada cardíaca, antes de ser descartado porque não respondia bem à anestesia. Foi morto e dissecado em 28 de novembro de 2013, com apenas 5 anos de idade.

O que você pode fazer

Escreva para as autoridades na Alemanha, pedindo o fim dessas pesquisas. E-mail: poststelle@rpt.bwl.de
Assine e compartilhe a nossa petição, pedindo ao Primeiro Ministro de Maurício que acabe com a exportação e comércio cruéis de primatas para pesquisas. Clique aqui.
Artigo resumido a partir da fonte original: A Living Nightmare
Tradução: Pedro Abreu

Vídeo

Abaixo você confere o vídeo completo da investigação.


http://oholocaustoanimal.wordpress.com/2014/09/13/o-pesadelo-dos-macacos-em-testes-biomedicos/

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