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Perito que atuou no caso da morte da mãe de Bernardo é parente de Leandro Boldrini, diz advogado

Perito que atuou no caso da morte da mãe de Bernardo é parente de Leandro Boldrini, diz advogado

Uma dos fatos graves que o advogado de Jussara Uglione, avó de Bernardo Boldrini e mãe de Odilaine Uglione, filha que teria cometido suicídio em 2010, prometeu revelar nesta semana e que, segundo ele, iria ‘chacoalhar’ a sociedade trespassense foi mostrado na noite de segunda-feira, 7, pelo programa Repórter Record Investigação.
Entre os fatos que considera erros graves para pedir a reabertura do inquérito policial sobre a morte de Odilaine, o advogado Marlon Taborda revelou que o perito era colega, amigo e parente do médico Leandro Boldrini e, de acordo com ele, jamais poderia ter atuado no caso. Segundo Taborda, o dr. Douglas Loma Piérola tem grau de parentesco com o pai de Bernardo uma vez que sua filha é casada com um primo de Leandro Boldrini. O perito negou que isso tenha interferido no caso.
O advogado ainda apontou outros cinco fatos graves no inquérito policial: a carta de despedida que não teria sido escrita por Odilaine; resíduos de pólvora na mão esquerda da vítima que era destra; o telefonema anônimo à polícia induzindo o suicídio; a falta de exame residuográfico nas mãos de Leandro Boldrini e o revólver encontrado no chão com o cabo enrolado em um pano.
O Ministério Público ainda não decidiu sobre a reabertura do caso, e a delegada da Polícia Civil de Três Passos, Caroline Bamberg Machado, já se manifestou que não pretende reabrir as investigações a menos que surjam fatos novos.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Civil, Odilaine Uglione, esposa de Leandro Bolrini e mãe de Bernardo, teria cometido suicídio no consultório do médico, em fevereiro de 2010, na cidade de Três Passos. A família de Odilaine não acredita na versão da polícia e, após a morte do menino, tenta reabrir o inquérito policial. 
Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos. Na noite de segunda-feira, 14, o corpo do menino foi encontrado no interior de Frederico Westphalen dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Nesse dia, foram presos o médico Leandro Boldrini, a madrasta e uma terceira pessoa, identificada como Edelvania Wirganovicz. Evandro Wirganovicz, irmão de Edilvânia, também foi preso acusado de participar da ocultação do cadáver. Os quatro foram indiciados e deverão ir a julgamento.
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