SLIDE

Câmara pretende gastar R$ 118 mil para trocar celulares de deputados


Com gastos ilimitados de telefone celular, deputados da cúpula da Câmara podem passar a circular com aparelhos top de mercado para substituir os que atualmente carregam no paletó.
A Câmara vai abrir na próxima quinta-feira (8) uma cotação para a compra de 43 novos celulares que deverão ser oferecidos a integrantes da Mesa Diretora e aos líderes dos partidos na Casa.
Os técnicos da Câmara escolheram para os congressistas modelos como Iphone 5S, Nokia Lumia 1020 e Samsung S4, além de acesso para internet 4G. Os aparelhos custam entre R$ 1,5 mil e R$ 2,7 mil. Também serão avaliados os custos de 50 smartphones de modelos mais simples que serão divididos entre a Secretaria de Comunicação e o Departamento de Polícia. A previsão de custo da chamada "bolsa smartphone" é de R$ 118 mil.
Ao todo, serão orçados 75 aparelhos para que os parlamentares possam escolher entre os três modelos.
Desde 2011, os parlamentares utilizam aparelhos que foram fornecidos por duas operadoras, sem custos para a Casa. Os aparelhos são da Nokia, modelo E-72, mas muitos optam por comprar os próprios aparelhos e usam apenas o chip.



O modelo Iphone 5S escolhido pelos técnicos da Câmara para os congressistas


A Câmara fixou no ano passado duas regras de uso para os telefones dos celulares. Os integrantes da cúpula e os líderes partidários têm direito a duas linhas sem limite de gastos e custo para o parlamentar, que permitem ligações locais, regionais e internacionais.
Já cada um dos 513 deputados tem direito a seis linhas de telefone, sendo que as despesas entram na verba para exercício da atividade parlamentar, que varia de R$ 21 mil a R$ 44 mil, dependendo do Estado de origem. Além de telefone, essa verba cobre ainda gastos com aluguel de escritório, carro, gasolina, alimentação, entre outros.
No ano passado, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) foi o campeão de gastos com telefone, com a média de R$ 11 mil por mês em ligações, entre celulares e fixo. Ele gastou o total de R$ 132 mil, sendo que uma conta de celular do deputado chegou a R$ 10,2 mil em janeiro.
A Câmara informou que, como se trata de um pregão para registro de preço, a Casa não terá obrigação de efetuar a comprar dos celulares, que serão adquiridos "conforme a necessidade". A instituição disse que os valores previstos no edital são apenas referência de mercado e normalmente são reduzidos durante a concorrência.
A Casa informou ainda que considera vantajosa a troca da permuta dos celulares pela aquisição porque "o custo do pacote de telefonia pode ser reduzido". 




0 comentários: